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sábado, 1 de junho de 2013

O comportamento sexual moderno 1Tessalonicenses 4: 1-8




Uma das causas da desintegração da família
 é, sem dúvida alguma, o atual comportamento sexual pregado pela mídia que, de maneira avassaladora,
tem tomado conta dos lares nesta virada de século.
É comum encontrarmos pais frustrados, filhos
revoltados e famílias divididas por causa
de problemas de natureza sexual.

Quais as orientações que a Bíblia tem a dar  sobre este assunto?
I - OS PARÂMETROS BÍBLICOS
PARA O RELACIONAMENTO SEXUAL
Deus criou os seres humanos dotados de sexualidade. E estabeleceu o matrimônio para que, dentro dele, os casais pudessem cultivar as relações sexuais, Gn. 2: 24; Hb. 13: 4; 1Co. 7: 1-5. Mas, a sociedade tem voltado as costas à Palavra de Deus e ao bom senso. Que problemas isso ocasiona?
1) O relacionamento sexual antes do casamento. Em nome de uma liberdade de consciência, jovens e adolescentes são convidados a praticar sexo sem temores. Contudo, esse envolvimento precoce pode trazer sérios problemas, porque é uma relação que sempre procura satisfazer o próprio prazer. Mas, onde ficam os sentimentos ternos, sem os quais as relações sexuais não têm sentido?
Relações pré-nupciais podem gerar sentimentos de culpa, insegurança, dificultando o relacionamento harmonioso do casal posteriormente.
O hábito da relação pré-marital torna mais difícil manter a fidelidade dentro do casamento. A pessoa que não se disciplinar na prática da continência anterior ao casamento, achará difícil conter-se sexualmente nas ocasiões em que tal atitude possa tornar-se necessária dentro do casamento, por causa de enfermidade, viagens, gravidez ou por outros motivos.
Não existe anticoncepcional absolutamente eficiente, e o casal que se envolve nesse tipo de relação sempre corre o risco de gerar filho.  Isso sem contar que está exposto às doenças sexualmente transmissíveis.
2) O adultério. A infidelidade conjugal tem sido a causa da destruição de inúmeros lares, separação de casais, revolta de filhos, além de ser uma abominação ao Senhor, Pv. 7: 25-27; 1Co. 6: 15-19. O adultério leva aquele que o pratica a um caos moral, espiritual e até financeiro. Vêm a vergonha, o abalo emocional e a angústia. Veja Pv. 5: 3, 4.
As consequências espirituais do adultério são a separação de Deus, Is. 59: 1; Sl. 66: 8; o desânimo, Sl. 51: 12; a aplicação da justiça de Deus, Hb. 13: 4. Se não houver sincero arrependimento e volta para Deus, virá, então, a condenação eterna, 1Co. 6: 9.

II - DISTORÇÕES MORAIS
EM UMA SOCIEDADE SEM DEUS
No texto de Rm. 1: 24-32, o apóstolo Paulo escreve acerca de desvios de comportamento. Nos vv. 26 e 27, menciona o homossexualismo que, em conjunto com os pecados citados nos vv 29 a 31, está sob a condenação divina.
A realidade da situação exposta pelo apóstolo é tão clara em nossos dias que existem segmentos da sociedade que aceitam a união civil entre homossexuais. E não poucas pessoas, até mesmo com o nome de cristãos, interpretando a Bíblia a seu bel-prazer, tentam justificar tais pecados.  
Todavia, advertências seriíssimas são ignoradas, tais como, Lv. 18: 22; a história de Sodoma e Gomorra em Gn. 19: 1-38; e o próprio texto de Rm. 1: 24-32. Veja também o texto de 1Co. 7: 2.
 
Como lidar com essa situação?
·          Entender que há cura para o homossexual mediante um tratamento sério, confissão sincera e arrependimento verdadeiro, 1Co. 6: 11; 1Jo. 1: 9
·          Agir com o coração de Deus, que não ama o pecado, mas ama o pecador, restaurando-o.
·         Reconhecer que o homossexualismo é apenas mais um dos inúmeros atos reprovados pela justiça divina. Pecados tais como a injustiça social, o roubo, as impurezas, a desonestidade, etc, estão relacionados na mesma condenação, 1Co. 6: 9-11.
·         Procurar ajudar os que incorrerem em tais erros, através de aconselhamento, oração, levando-os a viver uma nova vida em Cristo Jesus, 2Co. 5: 17.
 
III - A FAMÍLIA DEVE PRECAVER-SE
Como devem proceder os pais na orientação dos filhos?
a) A educação sexual.  Os filhos precisam de encontrar em seus pais a resposta para seus dilemas através de uma conversa franca;
b) O cultivo da vida espiritual.  Nunca devem faltar no lar a oração, a comunhão, a leitura de bons livros, incentivo à participação aos cultos e, acima de tudo, a constante leitura da Bíblia, Sl. 119: 9;
c) Dizer “não” a tudo o que contraria as verdades de Deus, e não permitir que amigos que não conhecem a Bíblia doutrinem a família, Ef. 5: 11;
d) Fazer com que o lar seja um ambiente de felicidade e segurança, pois muitos filhos tentam compensar essa falta fazendo aquilo que é reprovável como uma expressão de revolta e rebeldia da sua parte.

Fonte:
Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

A Bíblia e as finanças 1Timóteo 6: 6-10



Estamos vivendo uma época em que as pessoas
são convidadas a consumir, a comprar.
Propagandas
bem elaboradas, programas de crédito
facilitado, novidades nas vitrines, etc.,

são um verdadeiro apelo a gastar.
A fonte de muitos problemas enfrentados
pelas famílias está no mau uso do dinheiro
e no abuso do crediário.

Este estudo tem o objetivo de mostrar os males do amor ao dinheiro, e os benefícios que ele pode proporcionar, se usado com sabedoria e moderação.

I - O AMOR AO DINHEIRO E SEUS MALES

Todos estamos cientes da importância do dinheiro para a sobrevivência da família. No entanto, o amor a ele é a raiz de todos os males, 1Tm 6: 10a. Jesus já falara do perigo do dinheiro tornar-se um deus na vida do homem, Mt. 6: 24. Ele quis dizer que a busca das riquezas poderia exigir uma dedicação tão grande, quanto Deus exigia de seus servos. Seria, portanto, impossível servir aos dois, ao mesmo tempo.

Esse fato foi exemplificado por Jesus quando Ele encontrou-se com o jovem rico, Mt. 19:16-22. Não que a riqueza em si fosse de todo má, mas o coração pode estar tão preso por ela que isso se constitui num obstáculo para seguir a Jesus. Quando o dinheiro se torna um deus na vida do homem, tal pessoa é capaz de usar até meios ilícitos para obtê-lo ou usá-lo. Veja como agem alguns:

·         há pessoas que mentem e enganam com a finalidade
de obter lucros e vantagens pessoais, Pv. 21: 06;

·         outros exploram os semelhantes em benefício próprio,
Jr. 22: 13; Tg. 5: 4;

·         muitos praticam o suborno, Is. 1: 23; Am. 5: 12;

·         isso além dos roubos, assassinatos, assaltos e tantos
outros crimes que visam a subtrair bens ou dinheiro
de pessoas ou instituições.

Essas práticas não resolvem o problema de ninguém porque o resultado desse lucro desonesto são as dificuldades no lar, Pv. 15: 27; o desapontamento, Ec. 5: 10; insensatez, Jr. 17: 11; miséria, Tg. 5: 3 e apostasia, 1Tm. 6: 10.
 

II - O DINHEIRO PODE SER BÊNÇÃO

Talvez a palavra dinheiro e o verbo comprar sejam os mais usados nos lares. Entretanto, a má atitude de algum membro da família com relação ao dinheiro pode prejudicar a todos. Mas, se houver bom ensinamento e boa administração financeira, certamente o dinheiro será bênção.

a) É necessário união e compreensão entre os membros da família. Se todos tiverem afeição e confiança entre si, se houver altruísmo, tolerância e respeito como base para seu relacionamento, a família conseguirá superar seus problemas financeiros. É preciso que todos saibam fazer a diferença entre aquilo que é necessário e o que é supérfluo, 1Tm. 6: 8, cooperando-se mutuamente.

b) Deve-se ter uma atitude equilibrada com relação ao dinheiro. Ele não deve ser encarado como um fim em si mesmo. É apenas um meio pelo qual se alcançam alguns valores da vida. Por outro lado, não podemos minimizar sua importância. É justo que se trabalhe, se esforce e que se poupe certa quantidade para momentos imprevisíveis e para outras necessidades da vida. Economizar visando a um futuro melhor para os filhos é um dever dos pais, e os filhos aprenderão a gastar construtivamente e a dar a devida importância ao dinheiro.

c) Determinação de viver dentro dos rendimentos. Precauções devem ser tomadas para que as despesas do lar não ultrapassem ao que se ganha. Se há descontrole nas finanças, se os pais excedem nos gastos, é claro que no final do mês haverá dificuldades financeiras.
 

III - AS FINANÇAS
E A COMPLETA DEPENDÊNCIA DE DEUS

No Salmo 73, está a experiência de um homem chamado Asafe. Ele começou a observar que os ímpios eram prósperos, sadios e aparentemente felizes, vv. 3-12, enquanto que ele, que procurava servir a Deus,  era afligido a cada manhã. Mas, chegou à conclusão de que o mais importante era estar junto de Deus, v. 28. Tanto nesse texto, quanto no Salmo 127, percebemos a importância e a necessidade de dependermos de Deus para o nosso equilíbrio financeiro.

a) É Deus quem nos dá o trabalho e provê os meios necessários para suprirmos nossas necessidades, Tg. 1: 17. Os filhos precisam aprender a valorizar o trabalho e aquilo que é fruto dele.

b) É melhor o pouco, no temor do Senhor, Pv. 15: 16. Há pais que, na intenção de ganhar mais, sacrificam sua união conjugal e isso causa graves prejuízos ao seu lar. Idolatram o emprego e deixam de lado até mesmo o tempo que seria para enriquecer o convívio familiar.

c) Há promessas de prosperidade àqueles que honram ao Senhor com suas finanças, Pv. 3: 9-10; Ml. 3: 8-10; Lc. 6: 38.  Honrar ao Senhor com dízimos e ofertas é uma questão de fé e obediência e, quando o lar prioriza a contribuição ao Senhor, Ele abre as janelas dos céus sobre seus servos.  A nossa contribuição ao Senhor é uma expressão de gratidão e alegria de nossa parte.

e) Devemos ter sabedoria para gastarmos os recursos que Deus nos dá, Is. 55: 2. Precisamos da orientação divina sobre como, onde e quando gastar o nosso dinheiro. Não podemos esbanjar as nossas finanças sem direção, aplicando-as em coisas desnecessárias.


Fonte:

Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Estudo mostra Efeito da Felicidade na Saúde Física


 
Uma nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA) conseguiu descobrir um dos mecanismos que fazem as emoções influenciarem a saúde física das pessoas. A ambição do estudo era medir o efeito da felicidade no corpo.

Os pesquisadores, liderados pela psicóloga Bethany Kok, do Instituto Max Planck para Ciências do Cérebro e da Cognição, demonstraram que emoções positivas levam a melhores conexões sociais e essas, por sua vez, melhoram a saúde física, o que aumenta a sensação de felicidade.

Para comprovar que essa "corrente da felicidade" atua diretamente no corpo, os pesquisadores mediram a atividade do nervo vago dos 65 participantes do estudo.

Esse nervo craniano tem a função de transmitir informações sobre o funcionamento do corpo para o cérebro e coordenar as respostas reflexas dos órgãos, como batimentos cardíacos, respiração e contrações musculares.

A atividade basal (com a pessoa em repouso) do nervo vago de cada participante foi medida no início e no final do estudo, que durou 61 dias.

Nesse período, metade dos participantes frequentaram uma sessão por semana de meditação da compaixão, técnica que busca o desenvolvimento de sentimentos de amor e boa vontade para consigo mesmo e com os outros (incluindo desafetos).

Durante a pesquisa, todos os participantes preencheram relatórios sobre a intensidade das emoções sentidas a cada dia, em uma lista de 20 emoções --de amor e serenidade a desprezo e ódio-- e deram notas para as suas interações sociais conforme a intimidade e a conexão que sentiram ao se relacionarem com outras pessoas.

Em artigo publicado neste mês no jornal "Psychological Science", os pesquisadores afirmam que a percepção das conexões sociais é o mecanismo que faz com que as emoções positivas melhorem a saúde física. E que técnicas de meditação como a usada no experimento são uma forma de criar esse círculo virtuoso: emoções, conexão social e boa saúde.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Benditos laços do matrimônio Gênesis 2: 18-24




O sonho da maioria dos jovens, e conseqüência natural da vida, é a união conjugal. O desejo de ter uma família faz com que, a certa altura,
as pessoas acrescentem às suas necessidades
a de estabelecer um lar. Mas, muitas vezes,
o sonho de constituir família torna-se um pesadelo.
 

Para alguns, o casamento, ao invés de resolver o problema da solidão, passa a ser um problema ainda maior, e os cônjuges sentem-se frustrados, desanimados, arrependidos e muitos casamentos culminam em separação.
Para que isso não ocorra com você ou com seus filhos, dedique-se ao estudo deste artigo.

I - QUE É O CASAMENTO
a) É uma instituição divina, Gn. 2: 18. Deus o estabeleceu, visando à felicidade do homem. Embora algumas pessoas citadas na Bíblia não fossem casadas, entre elas Jesus e Paulo, no entanto, Jesus mesmo ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como divino, Lc. 10: 7-9c.
b) É uma união exclusiva, Gn. 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia.   A recomendação bíblica é de que “...cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido", 1Co. 7: 2.
c) É uma união permanente. A indissolubilidade do casamento  é um dos valores em baixa em nossos dias. Para muitos, o matrimônio pode ser desfeito a partir do momento em que houver conflitos ou quando as partes envolvidas não combinarem mais. A Bíblia é clara com respeito a essa união permanente em Mc. 19: 9 e 1Co. 7:10-11. A expressão “unir”, de Gn. 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.
 

II - PARA QUE EXISTE O CASAMENTO

a) Companheirismo, Ec. 4: 9-12. Ao criar o homem, Deus viu que não era bom que ele estivesse só, Gn 2: 18. Deu-lhe, então, uma companheira. Esse é um dos grandes propósitos do casamento: compartilhar as experiências e, juntos, construírem seu patrimônio.
b) Procriação. As pessoas se casam para dar continuidade à existência da família, Gn. 1: 28. Gerar filhos é uma conseqüência natural do amor dos cônjuges.
c) Intimidade. Para ter um ambiente onde se possa regular a vida sexual, Hb. 13: 4. Ao contrário do pensamento ascético, as funções sexuais do homem e da mulher foram uma dádiva de Deus para o prazer de ambos. Sendo assim, a vida sexual deve ser exercida dentro do matrimônio, Pv. 5: 15-19, numa relação onde exista o respeito, Hb. 13: 4; mutualidade, comunhão, compreensão, consideração e amor, 1Co. 7: 2-5 e 1Pe. 3: 7.
 

III - DESAJUSTES NO CASAMENTO

Há muitos casamentos falidos. Muita gente conforma-se com a situação precária de seu matrimônio e continua junta apenas para manter as aparências. No entanto, a realidade é que experimentam, a cada dia, os dissabores que um matrimônio estragado pode gerar.
Quais são as causas desses desajustes?
a) Uma expectativa irreal por parte dos cônjuges.  Alguns escolhem o casamento como fuga dos diversos problemas da casa dos pais. Vêem o casamento como um paraíso a ser vivido.  Esquecem-se, porém, de que o casamento não sufoca a individualidade de cada um.
b) Falta de preparo dos cônjuges.  Moços e moças enfrentam o casamento como se fosse apenas mais uma aventura.  Há falta de informações, que deveriam ser oferecidas pelos pais, ou sobram informações distorcidas, oferecidas pela sociedade, e até mesmo igrejas têm deixado de transmitir aos seus jovens conselhos que os prepararão para tão nobre missão.
c) A concepção mundana do que é o casamento.  Aqueles que têm grande influência sobre as pessoas através dos meios de comunicação nem sempre demonstram à sociedade um comportamento sadio em termos de matrimônio. Depravação, infidelidade e desrespeito são consideradas práticas normais, excluindo a idéia de que um casamento pode tornar-se uma fonte de felicidade para as pessoas, Rm. 12: 2.
d) Dependência e interferência dos pais. É preciso observar o verbo usado nas Escrituras: “deixará o homem seu pai e sua mãe”, Gn. 2: 24. Entretanto, com o casamento, um passa a pertencer à família do outro, Rt. 1: 16c. E a interferência não muito sábia dos pais, em certos momentos, pode causar transtornos ao lar recém-formado.
e) A ação destrutiva de Satanás.  O desejo do diabo é de destruir a paz e a felicidade dos lares, pois ele sabe que a família tem grande importância no plano de Deus. É necessário vigilância e oração para vencer as astutas ciladas do diabo, Jo. 10: 9; 1Pe. 5: 8-9.

IV - COMO RESOLVER OS PROBLEMAS DO MATRIMÔNIO
a) Solidificá-lo na Palavra de Deus, Mt. 7:24-27. Essa estrutura acontece através de uma dedicação à leitura, estudo e prática da Bíblia, a fim de que o lar encontre forças para resistir às tempestades e intempéries da vida.
b) Praticando o perdão, Ef. 4: 32. Devemos aprender a perdoar, da mesma forma como Deus nos perdoou em Cristo Jesus.
c) Crendo no poder restaurador de Jesus, Mc. 9: 23.  Se o diabo veio para matar, roubar e destruir, Jesus veio para  que todos tenham vida e a tenham em abundância, Jo. 10: 9-10. Não existe nada que Deus não possa realizar visando à felicidade e o bem-estar de seus filhos, Lc. 1: 37.



Fonte:

Revista de Estudos Bíblicos Aleluia
 

Direitos autorais
Este artigo pode ser reproduzido livremente para fins pessoais,
sendo, porém, vedada sua publicação sem autorização
 formal da Editora Aleluia.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Cristão e a Riqueza - É errado o cristão ser rico?


Eu recomendo muito o uso do dinheiro, pois é um bem sem o qual é muito difícil viver! Ao contrário do que muitos cristãos acreditam, o dinheiro não é absolutamente a raiz de todos os males. "Mas pastor Ron, a Bíblia diz que o dinheiro é a raiz de todos os males!" Você está enganado. Em 1 Timóteo 6:10, a Bíblia diz:
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." [ênfase adicionada].

Veja, o dinheiro é uma parte necessária a vida e certamente não é intrinsecamente mau nem bom. Ele é uma das muitas "coisas" na vida de um cristão das quais o Senhor, na verdade, é o dono, mas permite que usemos como Seus mordomos. Quando utilizamos corretamente as "coisas" que Ele coloca ao nosso dispor, e mantemos uma atitude correta com relação a elas, Ele freqüentemente as multiplica. Quando adotamos a atitude errada com relação às "coisas" é que entramos em problemas. Se desenvolvermos um amor, um desejo desordenado por essas coisas, isso se torna um pecado em nossas vidas. Novamente, o dinheiro e os outros bens materiais não são pecaminosos em si mesmos. Na verdade, são muito bons e, se nos comportarmos e praticarmos a boa mordomia, Deus pode achar adequado permitir que usemos parte deles! No entanto, deixe-me dizer logo que não existem garantias. O "Evangelho da Prosperidade" que alguns estão pregando é tão falso e vazio quanto uma nota de três reais. É um fato que Deus prometeu prosperidade espiritual e financeira aos israelitas no Antigo Testamento, mas ambas eram condicionadas à obediência a Ele. Em nenhum lugar você encontrará uma promessa semelhante para os cristãos no Novo Testamento. Na verdade, a Bíblia nos diz que nosso caminhar com Cristo será duro e quanto mais perto procurarmos estar dEle, mais difícil ficará essa caminhada. Neste aspecto, o cristianismo é absolutamente diferente em comparação com todas as religiões do mundo. 

Em 2 Timóteo 3:12, a Bíblia diz: "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.".

Embora seja verdade que a riqueza é uma bênção de Deus, a pobreza não deve ser vista como desfavor, pois em certo sentido, liberta o indivíduo de tremendas responsabilidades e tentações. Lucas 12:48b diz: "... a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá." O ensino do Novo Testamento tem muito a dizer sobre qual deve ser nossa atitude com relação às coisas que Deus confiou aos nossos cuidados. Vejamos:

Na parábola do Semeador, em Lucas 8:14, o Senhor diz o seguinte sobre a semente que cai entre espinhos: 

"E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição."

Nesse verso, o Senhor nos diz que a semente é a Palavra de Deus e quando as pessoas a ouvem e permitem que as ansiedades, cuidados, riquezas e deleites desta vida diluam a mensagem, deixam de amadurecer na fé. Como cristãos, se quisermos fazer progressos no nosso caminhar com Cristo, a Palavra de Deus precisa ser mais preciosa para nós do que qualquer coisa que o mundo tenha para nos oferecer. 

Em Mateus 6:19-21, o Senhor disse o seguinte sobre os tesouros terreais:

"Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." 

A eternidade é para sempre (!) e é tolice demais sacrificar os tesouros do céu pelas riquezas deste mundo. No entanto, é exatamente isso que muitos cristãos fazem rotineiramente quando ficam enamorados com os bens materiais. Estou convencido que nosso Deus atribui soberanamente a cada um de nós uma posição relativa na vida — nosso status financeiro e material, juntamente com as capacidades co-relacionadas (ou a falta de capacidades) pertinentes a essa posição. Sejamos francos, nem todos têm o intelecto ou a capacidade de acumular riqueza e lidar com ela da forma correta. Alguns têm essa capacidade e graças a Deus por eles poderem gozar os frutos de seu trabalho. Outros irmãos fazem o melhor que podem, mas passam a vida inteira lutando apenas para satisfazerem suas necessidades básicas de alimentação e vestuário. Experimentamos a verdadeira felicidade e o contentamento espiritual quando descobrimos qual é nosso nicho respectivo na vida e então fazemos o melhor que pudermos, enquanto pudermos! Entramos em problemas quando não estamos satisfeitos com a provisão de Deus e cobiçamos mais do que Ele sabe que é melhor para nós. Ambição e desejo de progresso material somente são naturais e corretos quando não forçamos a coisa. Se Deus quiser que prosperemos em nossos empregos e ganhemos mais dinheiro, Ele fará isso acontecer.

Quando Ele abrir as portas, poderemos passar por elas. Infelizmente, muitos cristãos não compreendem isso e quebram a cara ao tentarem passar por portas que estão fechadas! Isso é enfatizado pelas palavras de Cristo em Lucas 12:15:

"E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.".

O perigo espiritual subjacente que está associado com o dinheiro e com os bens materiais é que eles podem facilmente se transformar em ídolos em nossas vidas. Muitas pessoas acham que um ídolo é somente uma figura feita de madeira ou de pedra que é colocada em um templo e que é adorada. Não, um ídolo é qualquer coisa que fique entre nós e Deus! Deus quer nossa total fidelidade a Ele, exatamente como marido e mulher requerem um do outro. Ele fica ofendido quando desviamos nosso amor e atenção dEle para qualquer outra coisa.

Esse conceito é delineado em Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.".

O apóstolo Paulo também falou sobre o dinheiro e os bens materiais e, em sua primeira carta a Timóteo, adverte os cristãos, particularmente os pregadores, sobre o uso incorreto do dinheiro. Em 1 Timóteo 6, começamos nossa leitura no meio do verso 5 e continuamos até o verso 9, depois no verso 17:

"Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína... Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos.".

Nossa sociedade valoriza excessivamente a riqueza e os bens materiais. As pessoas são classificadas de acordo com a renda: classe baixa, classe média e classe alta, ou, às vezes, em classes A, B, C, D e E. Somos constantemente bombardeados com propagandas que procuram despertar o desejo da pessoa de "subir na escala social". Isso se tornou parte da realidade cotidiana. Algumas propagandas recorrem ao tema: "Você merece..." ou "Você deve isso a si mesmo..." As agências de propaganda conhecem bem a natureza humana e a exploram habilmente para promover os produtos e serviços. Nós, criaturas pecadoras, temos uma fraqueza natural com relação aos prazeres e aos bens materiais e eles a exploraram para seu ganho financeiro! Como cristãos, precisamos estar vigilantes contra esses estímulos.

É também triste observar cristãos que não têm a força de vontade para praticar a mordomia correta daquilo que Deus lhes deu. O desejo de ter, de obter e de usar cresceu até um ponto em que milhões de pessoas se encontram endividadas e alguns cristãos certamente também se enquadram nessa situação. Satanás fez com que o crédito facilitado arruinasse o testemunho de inúmeros cristãos. Ninguém deveria se endividar além da sua capacidade financeira de pagar, especialmente aqueles que professam o nome de Jesus Cristo. Fazer isso é trazer reprovação sobre si mesmo e sobre seu Salvador. Aqueles pequenos cartões de plástico são muito fáceis de obter, mas certamente atuam como um narcótico para algumas pessoas e, sem que percebam, as dívidas e os juros começam a se acumular. Pessoas que nunca jogariam em um cassino contraem dívidas com seus cartões de crédito e isso nos faz perguntar qual é a diferença essencial? Saber que você não poderá pagar depois e precisará rolar a dívida, pagando juros extorsivos, é pecaminoso se foi por falta de domínio próprio que você contraiu aquela dívida. Quando considerarmos o fato que somos mordomos do Senhor e que estamos fazendo mal uso do dinheiro dEle, isso deve colocar as coisas sob a perspectiva correta. 

Meu conselho a você que está em dívidas é sair dessa situação o mais rápido que puder — mesmo que para isso precise se desfazer de algumas coisas que o levaram a essa situação. (Não estamos falando aqui de financiamentos imobiliários e outras dívidas dessa natureza, pois elas têm a garantia do próprio imóvel). Ao enfrentar uma situação de dívida além da capacidade financeira, o modo mais fácil de sair é declarar falência pessoal e deixar os credores a ver navios. No entanto, Deus não permite que um de Seus filhos faça uma coisa dessas! Pode ser legal juridicamente, mas não é ético para o cristão. Se você estiver enfrentando uma situação dessas, faça a coisa certa e procure renegociar a dívida com os credores, alargando os prazos ou reduzindo os juros — mesmo que precise passar o resto da vida trabalhando em dois empregos para corrigir a situação! Eles não torceram seu braço, obrigando-o a contrair as dívidas; a culpa pelos gastos excessivos foi sua. Agora, o mínimo que você precisa fazer é um esforço honesto para pagar o que deve. Agir de forma contrária é arruinar completamente seu testemunho e envergonhar o nome do Senhor Jesus Cristo.

O Espírito Santo, falando por intermédio do apóstolo Paulo, tem o seguinte conselho maravilhoso para nós:

"Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." [1 Timóteo 6:6-10].

Quando a ênfase em nossa vida for colocada corretamente na piedade, obteremos o contentamento pessoal como resultado. Afinal, o que pode ser melhor que ter nossas necessidades atendidas e dormir com uma consciência tranqüila?



FONTE: http://www.macelocarvalho.com.br/2013/05/o-cristao-e-riqueza-e-errado-o-cristao.html#ixzz2UcgRtJSR